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Edição 15 – 21 de julho de 2010_

PROTEF realiza importação de inimigo
natural de praga do eucalipto

Adultos de parasitóide usado no controle biológico do percevejo
bronzeado já começam a emergir em laboratório brasileiro

O percevejo bronzeado (Thaumastocoris peregrinus) é atualmente uma das pragas do eucalipto de maior preocupação, estando presente em nove estados brasileiros. De origem australiana, a praga tem como único inimigo natural o parasitóide de ovos Cleruchoides noackae (Hymenoptera: Mymaridae). Países como África do Sul e Chile estão realizando a importação do parasitóide na tentativa de controlar a praga. Com este propósito, pesquisadores do Programa de Proteção Florestal (PROTEF/IPEF) e da Embrapa viajaram à Austrália no mês de junho, realizando coletas do parasitóide na região de Sydney (New South Wales) e em Brisbane (Queesland).

O Prof. Carlos F. Wilcken, coordenador do PROTEF/IPEF, e o pesquisador Luiz Alexandre N. de Sá, responsável pelo Laboratório de Quarentena “Costa Lima” da Embrapa Meio Ambiente, foram recebidos pela Dra. Ann Noack, da University of Sydney, e pelo Dr. Simon Lawson, da Agri Science Queensland, que orientaram os brasileiros na escolha dos locais de coleta e no preparo do material. De acordo com Wilcken, a Austrália não possui um sistema estabelecido de criação do parasitóide em laboratório. “As informações sobre biologia e técnicas de criação que recebemos foram escassas ou inexistentes. Portanto, estamos começando os estudos do zero”, diz.

Já no Brasil, o material foi levado ao Laboratório de Quarentena da Embrapa Meio Ambiente, onde os parasitóides receberam ovos sadios do percevejo bronzeado. Espécimes do C. noackae foram analisadas pelo especialista Valmir Costa, do Instituto de Biologia da Unicamp, que confirmou a identificação do parasitóide. Em condições de laboratório, a emergência do parasitóide vem ocorrendo entre 21 e 22 dias após o parasitismo dos ovos do percevejo.

O próximo passo é o envio do parasitóide aos laboratórios da Unesp/Botucatu e da Embrapa Florestas para multiplicação. Os insetos obtidos serão utilizados para estudos básicos sobre biologia e capacidade de parasitismo. As primeiras liberações em campo, nas áreas das empresas participantes do Projeto Cooperativo de Manejo de Pragas Exóticas do Eucalipto (PCMPEE), estão previstas para setembro deste ano.

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