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Edição 47 – 10 de julho de 2012_

PCCF reúne GT para discutir
padrões interinos de certificação

No Brasil existem onze órgãos certificadores, sendo que cinco destes realizam certificações de manejo, onde o princípio nove do FSC (áreas de Alto Valor de Conservação) é avaliado. Estas certificadoras trabalham com padrões interinos, baseados nos Princípios & Critérios do FSC, para emitir seus pareceres à certificação dos empreendimentos florestais. Porém, mesmo com estas diretrizes, é comum ocorrerem divergências entre os padrões adotados por cada órgão.

Com base nesta variação de padrão, as empresas participantes do PCCF demandaram para a criação de um Grupo de Trabalho que estudasse quais são estas divergências e conflitos entre os padrões interinos de cada órgão de certificação. Este grupo (GT-AVC) iniciou os trabalhos de avaliação dos padrões em janeiro de 2012, e é composto por Ana Paula Pulito (Fibria), que coordena o GT, Andreli Dalbeto (Duratex), Kelly Cancela (Masisa), Luciana Antunes (IPEF) e Virginia Camargo (Veracel).

Este grupo se reuniu no dia 05 de julho, na unidade IPEF Monte Alegre, para discutir os resultados deste levantamento, além de contar com apresentações e contribuições de outras empresas certificadas, que demonstraram suas experiências na avaliação de áreas de Alto Valor de Conservação. Estas empresas foram representadas por Flavio Rolim (Gerdau), Miguel Magela e Vinicius Belumath (International Paper), Ivone Namikawa (Klabin), e Estevão Braga e Naiara de Carvalho (Suzano).

Como resultado deste trabalho, será criado um documento de análise das divergências encontradas nos padrões interinos adotados pelos órgãos certificadores FSC, e que irá propor uma harmonização para estes padrões. Este movimento em prol da padronização vem de encontro ao desejo do FSC Brasil que, detectando esta dificuldade, realizou no dia 5 de junho uma reunião com representantes dos órgãos de certificação, onde entre outros assuntos, foi exposto os resultados iniciais deste levantamento. Para Ana Paula Pulito, analista de gestão ambiental da Fibria (Unidade Aracruz), que representou o GT-AVC nesta reunião, “existe a necessidade de um padrão nacional de certificação, que já é desejo do FSC Brasil, e este levantamento irá auxiliar na elaboração deste padrão para o Princípio 9”. “Nos últimos anos, as áreas de Alto Valor de Conservação vêm ganhando destaque, tanto no setor florestal como no agrícola, e este grupo vem trabalhar para sugerir uma padronização não só nos itens avaliados como no nível de exigência das auditorias”, completa.

Para Luciana Antunes, coordenadora técnica do PCCF, “o grande avanço é abrir as discussões com os diversos atores envolvidos no processo de certificação FSC sobre um tema bastante complexo, que são as áreas de Alto Valor de Conservação, e a tentativa de buscar um alinhamento de interpretação entre as partes. Os resultados desse trabalho visam definir propostas de interpretação, assim podendo colaborar no processo de construção do padrão nacional do FSC Brasil, no processo de desenvolvimento dos Indicadores Genéricos Internacionais do FSC e, principalmente, na Interpretação Nacional do Guia Proforest, mais necessária do que nunca”.

Mais informações sobre o PCCF e sua atuação podem ser obtidas no endereço http://www.ipef.br/pccf

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