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Edição 53 – 20 de setembro de 2012_

PCCF reúne grupo para discutir
consulta aberta pelo FSC

O FSC (Forest Stewardship Council), em seus Princípios e Critérios de certificação, determina que a área submetida à certificação deva ter limites claramente definidos, para se obter um conjunto de objetivos de manejo a longo prazo. Estão incluídas nesta área todas as instalações e áreas adjacentes que contribuem para os objetivos de manejo e também todas as áreas e instalações que não estejam ligadas a área certificada, mas que contribuem para atingir os seus objetivos.

Recentemente, o FSC abriu uma consulta a seus membros por meio do Advice 20-007-17 “Evaluation of nurseries in the Management Unit”, onde faz considerações sobre a forma como os viveiros deveriam ser incluídos nas definições acima e de que maneira precisam cumprir com os requisitos dos Princípios e Critérios do FSC. O Advice em consulta propõe que viveiros de propriedade da organização e localizados na unidade de manejo sob avaliação, devem seguir todos os Princípios e Critérios sem exceções. Já viveiros localizados fora da unidade de manejo em avaliação (de propriedade ou não da organização), mas que estejam fornecendo materiais para a organização certificada, também devem seguir todos os Princípios e Critérios aplicáveis, porém com exceção quanto ao cumprimento da Política de Pesticidas do FSC.

Sendo um Advice em consulta pública aos membros do FSC, fica aberta a possibilidade de recebimento de comentários ao documento, sugestões de redação, inserções e modificações ao texto do documento. Desta forma, para sanar dúvidas e medir o impacto deste Advice em suas empresas associadas, o PCCF (Programa Cooperativo em Certificação Florestal) reuniu representantes de empresas, especialistas em viveiros, professores da área de proteção florestal e representantes do IPEF, no dia 18 de setembro, na unidade IPEF Monte Alegre.

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Um dos maiores problemas detectados nesta reunião foi a implicação de alguns requerimentos colocados no documento que podem levar a diferenciação entre os viveiros das empresas certificadas e os viveiros externos, com relação às devidas adequações à política de pesticidas do FSC, podendo criar uma diferença de mercado, já que os viveiros de terceiros não tem apenas um único cliente e, fatalmente, não se adequariam a todos os Princípios e Critérios do FSC.

Para Luciana Antunes, coordenadora do PCCF, “as discussões levantadas na reunião só reforçam a necessidade de uma discussão nacional, que envolva diversos atores e que se amplie para uma discussão sobre o processo de registro de produtos existente hoje no país, principalmente para o setor florestal”. Como resultado desta reunião, será elaborado um documento com sugestões e ideias para modificações no Advice, o qual será enviado ao FSC, de forma a ajustar estas novas exigências as práticas de mercado, colaborando para a proteção social e ambiental sem prejudicar as empresas que possuem viveiros em sua área de certificação.

Publicado exclusivamente via eletrônica, o IPEF Express não possui periodicidade definida e visa agilizar a divulgação de notas e informações da Diretoria, Coordenadorias do IPEF, seus Programas Cooperativos e atividades correlatas.


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