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Edição 66 – 11 de outubro de 2013_

ABTCP e IPEF realizam Sessão Técnica
Florestal durante o 46º Congresso e
Exposição Internacional de Celulose e Papel

Sala lotada e palestras de altíssimo nível. Este foi o resultado da Sessão Técnica Florestal, evento que ocorreu durante o ABTCP 2013 – 46º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel. O ABTCP 2013, principal evento do setor na América Latina, foi realizado entre os dias 8 e 10 de outubro de 2013, no Transamérica Expo Center em São Paulo (SP). O congresso teve como objetivo incentivar inovações e melhorias no setor, e o tema escolhido para este ano foi “Tecnologias Limpas e Ecoeficiência”, pois a indústria brasileira de celulose e papel conquistou, ao longo dos últimos anos, posição de destaque nos aspectos de minimização de seus impactos ambientais e da prática dos conceitos de sustentabilidade.

A iniciativa da realização da sessão técnica foi encabeçada pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP) e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), promovendo e aprofundando discussões acerca das ameaças e oportunidades do segmento de base florestal, com destaque para as iniciativas de inovação do setor. Ela contou com palestras apresentadas por renomados profissionais oriundos de diversas empresas e instituições, cujos temas foram diversificados.

A abertura do evento foi realizada por Celso Foelkel, presidente do ABTCP 2013, ressaltando a necessidade da continuação da inovação estratégica no setor florestal, e pelo prof. Luiz Ernesto George Barrichelo (IPEF), moderador do evento, que detalhou a iniciativa da ABTCP em voltar a contemplar o setor florestal no evento.

Na continuação, o prof. Jacques Marcovitch (FEA/USP) fez uma detalhada comparação entre as iniciativas de inovação e apoio educacional entre os diversos países do mundo e suas respectivas posições em diferentes métricas que estão diretamente ligadas a políticas governamentais de apoio a educação e pesquisa. Já o prof. Ruy de Quadros Carvalho (IG/UNICAMP) demonstrou, através de números e indicadores, o estagnado valor de investimento em pesquisa e inovação no setor de celulose e papel desde 2002.

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Iniciando a visão das empresas sobre o setor, o eng. Luis Fernando Silva (Internacional Paper), falou sobre o desafio organizacional para promover a cultura da melhoria de processos e inovação nas empresas do ramo, exemplificando ferramentas e métodos existentes, e também falando na prática sobre a experiência da International Paper no assunto. Já o eng. Aguinaldo José de Souza (Suzano) falou sobre a diversidade ambiental e a gestão florestal corporativa, mostrando como é difícil a gestão de produtividade quando se trabalha com materiais genéticos em ambientes tão diversos como o do nosso país, dando seu depoimento também sobre a variação da produtividade em sítios muito próximos (a menos de 50km) e que utilizam o mesmo material genético, ressaltando a necessidade de pesquisas em busca de novos materiais que possam ser utilizados nestes ambientes.

Na continuação do evento, o eng. Fernando Bertolucci (Fibria) mostrou a experiência da empresa na busca pela inovação tecnológica competitiva, dando exemplos claros sobre a necessidade de investimos em pesquisa e inovação para a manutenção do patamar de produtividade hoje alcançado. Finalizando o evento, o eng. Germano Aguiar Vieira (Eldorado Brasil), presidente do IPEF, falou sobre a gestão florestal, de processos e pessoas, na Eldorado, quando detalhou sobre as dificuldades de um empreendimento de tão grande porte em uma área de escassa mão de obra.

Ao final, os palestrantes puderam responder a perguntas dos participantes, onde todos foram unânimes ao ressaltar a necessidade na continuação dos investimentos em pesquisa e inovação como forma de aumentar a capacidade competitiva das empresas frente ao mercado mundial.

Durante o evento foram distribuídos exemplares do mês de outubro da revista “O Papel”, publicação mensal da ABTCP, que apresenta detalhes da série “O papel na floresta, onde tudo começa...” que estará sob a responsabilidade do IPEF, com textos técnicos de autoria de seu corpo de pesquisadores, que abrangerão todas as fases da produção florestal, desde a escolha de espécies para o plantio até a colheita e certificação.

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