Programa Cooperativo sobre Mecanização e Automação Florestal

O aumento dos custos com mão de obra nas últimas décadas encareceu as atividades florestais, aliado a este fato, a mão de obra, antes abundante, hoje diminui com ofertas de emprego em atividades menos laboriosas em indústrias, no comércio e em outros ramos da atividade agrícola, tornando a mão de obra escassa e mais onerosa. As novas fronteiras florestais no Mato Grosso do Sul e regiões de tradicional cultivo de espécies florestais como Minas Gerais e São Paulo já sentem a pressão por alternativas à realização de atividades manuais.

Aliado aos custos e a escassez da mão de obra, outro desafio é a perda de competitividade do setor. A carga tributária no Brasil é superior a de países como China e EUA, líderes em produção de celulose. O custo da energia elétrica no Brasil é o dobro da China e quase três vezes o preço pago nos EUA pelo mesmo R$/Mwh. Além disso, os custos de importação e exportação são maiores e a qualidade das estradas, pior. Devido a estes fatores, mesmo detendo as maiores produtividades médias para os principais gêneros florestais (Eucalyptus e Pinus), o Brasil já não detêm mais o título de país mais competitivo e rentável do setor florestal . Atualmente, o país ocupa a 4ª posição no ranking, atrás de Rússia (1ª), Indonésia (2ª) e EUA (3ª).

Para diminuir a problemática da mão de obra e permitir o desenvolvimento da silvicultura brasileira, hoje, investimentos e pesquisas são realizados com novas máquinas, implementos e tecnologias em busca da diminuição de custos e da demanda por mão de obra. Contudo, muitas vezes devido à falta de escala de produção, o desenvolvimento de novos equipamentos se restringe a adaptações de máquinas agrícolas à realidade florestal. Como consequência, a disponibilidade mecânica e/ou a qualidade destas máquinas não atendem às necessidades silviculturais. Por fim, estes resultados remetem a novas tentativas e a geração de novos equipamentos.

Motivado pela necessidade em retomar a competividade e diminuir a dependência da mão de obra, empresas filiadas ao PTSM se uniram para criar junto ao IPEF, em julho de 2014, o Programa Cooperativo sobre Mecanização e Automação Florestal (PCMAF). Por meio do programa, as empresas buscam o aumento da representatividade do setor florestal no mercado de máquinas agrícolas, justificando e tornando interessante o desenvolvimento de equipamentos para o setor.

O PCMAF é fruto de discussões a cerca do tema de mecanização e automação na silvicultura, advindas de reuniões técnicas do PTSM. Por meio destas discussões, verificou-se a necessidade em se abordar o tema de maneira mais aprofundada e permanente.

Objetivos

  •  Desenvolver novas máquinas e equipamentos que atendam a realidade florestal;
  •  Capacitar a mão de obra relacionada às atividades florestais, tornando-a apta a operar máquinas e equipamentos utilizados no setor;
  • Prospectar, fomentar e testar novas tecnologias aplicáveis às atividades florestais.
  •  Desenvolver trabalhos cooperativos dentro das empresas, diminuindo custos e agregando conhecimento.
  • Missão

    Desenvolver e aumentar a competitividade da silvicultura brasileira por meio de novas máquinas e tecnologias concebidas para a atividade florestal.

    Visão

    Ser referência na área de mecanização e automação pela capacidade em reduzir custos, agregar esforços e oferecer soluções a altura da realidade florestal brasileira.

    Valores

  • Trabalho em equipe;
  • Busca por soluções em âmbito nacional;
  • Redução de custos;
  • Inovação;
  • Preocupação com critérios ergonômicos e ambientais



  • Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
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