ALERTA PROTEF

Bacteriose em viveiros florestais

Prof. Edson Luiz Furtado - Patologia Florestal
FCA/UNESP - Campus de Botucatu

Nos dirigimos a todas as empresas associadas ao IPEF, para um alerta fitossanitário acerca de ocorrência atípica da bactéria causadora da murcha da eucalipto em viveiros.

Antecedentes

• 1983 – Município de Prata-MG;
• 1986 – Monte Dourado – PA (mudas);
• 1994 e 1995 – Botucatu – SP (Poucas plantas);
• 2005 – Espírito Santo, Minas Gerais e Maranhão: ataques severos em viveiro, com perda de mais de dois milhões de mudas, semelhante a ocorrência do Pará;

Ralstonia solanacearum (biovar I, Raça 1)

Sintomas no viveiro
• Manchas foliares necróticas da parte baixeira, em plantas de jardim clonal;
• Alto índice de mortalidade de plantas na fase de enraizamento;
• Alto índice de mortalidade de mudas;
• Presença de pús bacteriano em pecíolos e caules

Transmissão e disseminação
• Plantas matrizes infectadas;
• Mudas infectadas;
• Equipamentos de corte infestados;
• Contato de raízes entre plantas e com solo contaminado;
• Água de irrigação;
• Solo contaminado (onde pode sobreviver de 12 a 18 meses)

Controle
• Destruição de plantas doentes e plantas adjacentes aparentemente sadias;
• Limpeza de calhetões e do material de sustentação das mini-touças;
• Desinfestação dos equipamentos de corte;
• Higiene e limpeza do ambiente de preparo de mini-estacas para enraizamento;
• Higiene e limpeza da estufa de enraizamento;
• Elevação dos canteiros de mudas do solo;
• Inspeções constantes;

Diagnose
• Mudas novas no campo e jardim clonal
• Visualização de sintomas de necrose foliar;
• Corte do ramo principal a 5 cm de altura, acima do substrato, esperar 5 minutos e verificar a presença de esxudação bacteriana;
• Teste do copo: cortar um pedaço do ramo (5cm), em bisel, amarrar em um suporte e colocar imerso em água num copo transparente, esperar alguns minutos e verificar se existe a exsudação bacteriana para a água

Diagnose
• Mudas no campo
• Visualização de sintomas de necrose foliar e murcha ou morte das plantas;
• Corte do ramo principal a 0,5 m de altura, acima do solo, esperar 5 minutos e verificar a presença de esxudação bacteriana;

Diagnose em material assintomático (sem sintomas);
Isolamento e microscopia;
• Coletar mudas e parte do ramo principal de jardim clonal;
• Isolamento em meio seletivo;
• Teste de coloração (Gram)
• Visualização ao microscópio

Uso de marcadores moleculares (em desenvolvimento)
• Coletar mudas e parte do ramo principal de jardim clonal;
• Otimização de método de extração de DNA;
• Identificação de primers específicos; amplificação;
• Caracterização da bactéria.

Caso haja suspeita de ocorrência de bacteriose em mudas ou plantas no campo, fazer o teste de exsudação bacteriana ("teste do copo d' água") e enviar material para:

Prof. Dr. Edson Luiz Furtado
Depto. de Produção Vegetal - C.P. 237
FCA/UNESP - Campus de Botucatu
18603-970 - Botucatu - SP
E-mail: elfurtado@fca.unesp.br


Exsudação de pús bactreriano


Fluxo bacteriano para a árgua (método do copo)


Isolados de Ralstonia

Sintomas em mudas



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