1º Seminário sobre Cultivo Mínimo do Solo em Florestas

Realizado nos dias 06 a 09 de junho de 1995 em Curitiba/PR

Apresentação

A crescente demanda por produtos florestais, a nível nacional e mundial, registrada nos últimos 50 anos, assim como, a intensa pressão exploratória sobre as matas nativas brasileiras têm levado a iniciativa pública e privada a estimular e implantar extensas áreas florestais com espécies de rápido crescimento. O Brasil possui atualmente mais de 6 milhões de hectares reflorestados com plantações homogêneas, predominando as espécies de Eucalyptus (52 %) e Pinus (30 %) - Sociedade Brasileira de Silvicultura, 1990.

Ao lado da grande e crescente relevância do setor florestal para o país, freqüentemente se questiona, nos mais variados meios acadêmicos e técnicos, sobre a sustentabilidade da produção das florestas plantadas, a curto e longo prazo, tendo em vista que a grande maioria das florestas foram plantadas sobre solos de baixa fertilidade, os quais apresentam pequenas reservas de nutrientes. Além disso, para elevar os índices de produtividade, os sistemas silviculturais usados no Brasil são muito intensivos, contemplando, inclusive, o plantio de espécies florestais de rápido crescimento, com grande capacidade de extração e exportação de nutrientes. Diante deste quadro, nos últimos 10 anos tem se difundido pelo setor florestal o sistema de cultivo mínimo do solo.

Este sistema difere dos outros, essencialmente, por preparar o solo apenas na linha ou na cova de plantio e por não queimar ou incorporar ao solo os resíduos vegetais, que permanecem sobre a superfície do terreno, formando o que se designa cobertura morta. Por ser um sistema de cultivo muito recente, sua concepção e implementação técnica gera muita polêmica, assim como, ainda estão indefinidas quais são as diretrizes técnicas e de pesquisa que devem nortear a consolidação deste sistema como uma alternativa de preparo de solo.

Visando colaborar para que esta situação seja modificada, organizou-se este evento técnico-científico que teve como objetivos:

• Apresentar e discutir os efeitos do cultivo mínimo sobre as características físicas, químicas e biológicas do solo e sobre o crescimento das florestas;
• Apresentar e avaliar as principais técnicas e equipamentos usados para o cultivo mínimo do solo sob florestas;
• Avaliar as perspectivas atuais e futuras do cultivo mínimo e, também, suas implicações econômicas e ambientais sobre a atividade florestal; e
• Debater as principais diretrizes de pesquisa que deverão direcionar o avanço técnicocientífico deste sistema.

Sumário

1. Evolução e estado da arte do plantio direto na agricultura
João Carlos Henklain & Garibaldi Batista de Medeiros

8. Evolução e estado da arte do cultivo mínimo na agricultura
Garibaldi Batista de Medeiros

16. Influência da cobertura morta na biologia do solo
Augusto Ferreira de Eira

34. Cultivo mínimo e propriedades físicas do solo
Orlando Melo de Castro

43. Efeito do cultivo mínimo sobre a fertilidade do solo e ciclagem de nutrientes
José Leonardo de Moraes Gonçalves

61. Evolução do cultivo mínimo na Bahia Sul Celulose S.A.
Aguinaldo José de Souza

63. Cultivo mínimo na reforma de povoamento de Eucalyptus na Duratex
Reynaldo Campos Santana & José Antonio Rezende

65. Implantação de florestas no sistema de cultivo mínimo
Silas Zen, Jorge Takeshi Yonezawa & João Ernesto Feldeberg

73. Aspectos da utilização do sistema de cultivo mínimo na implantação de florestas de eucalipto na Veracruz Florestal
Paulo Tarcisio Cassa Louzada & Liovando Marciano da Costa

89. Desenvolvimento de máquinas e equipamentos para a utilização em áreas de cultivo mínimo em florestas
Antonio Batista Moreira

106. Cultivo mínimo na Celpav Florestal S/A – Uso do rastelo
Celso Luiz Medeiros Lima

110. Desenvolvimento de equipamentos para a utilização em áreas de cultivo mínimo na Ripasa S.A. Celulose e Papel
Francisco de Assis Riveiro & Guilherme Ramos Júnior

117. Impacto do cultivo mínimo sobre insetos associados à eucaliptocultura
José Cola Zanuncio; Paulo de Marco Júnior & Germi Porto Santos

122. Efeito de períodos de convivência e de controle das plantas daninhas na cultura de Eucalyptus grandis
Sidnei R. Marchi; Robison A. Pitelli; Alexandre J. Bezutte; Lenine Corradine & Silvio F. Alvarenga

134. Cultivo mínimo do solo em reflorestamento e o uso do Oxifluorfen no controle de plantas daninhas
José Akira Nakano

136. Otimização do cultivo mínimo com roundup
Roberto Oyola

140. Evolução do cultivo mínimo em reflorestamento na Cia. Suzano de Papel e Celulose
Osni Aparecido Sanches; Jorge Takeshi Yonezawa & Silas Zen

148. Reflexo do cultivo mínimo no ambiente e na fisiologia das árvores
Geraldo Gonçalves dos Reis & Maria das Graças Ferreira Reis

OBS: Os originais das palestras foram publicados na íntegra, sendo o conteúdo dos mesmos de inteira responsabilidade dos respectivos autores.

Patrocínio
CNPq
GOAL – RHOM AND HASS

Colaboração
ATTA KILL
MONSANTO DO BRASIL

Apoio
BID/PROMOAGRO
CHAMPION PAPEL E CELULOSE LTDA.
ZENECA AGRÍCOLA

Entidades Envolvidas
IAPAR – Instituto Agronômico do Paraná * UFV – Universidade Federal de Viçosa * ESALQ-USP – Universidade de São Paulo * ARACRUZ – Aracruz Celulose S.A. * BAHIA SUL – Bahia Sul Celulose S.A. * DURAFLORA – Duratex S.A. * SUZANO – Cia Suzano de Papel e Celulose * VERA CRUZ FLORESTAL * CELPAV – Votorantin Celulose e Papel * RIPASA – Ripasa S.A. Celulose e Papel * INPACEL – Industria de Papel Arapoti S.A. * FUNDAÇÃO ABC Fundação ABC para Assistência e Divulgação Técnica Agropecuária * FCA-UNESP-Botucatu – Faculdade de Ciências Agronômicas * IAC – Instituto Agronômico de Campinas * IPEF – Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais * SIF – Sociedade de Investigações Florestais * FUPEF – Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná * CNPF-EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária * EMATER-Paraná * SEAD – Secretaria de Estado da Administração do Estado do Paraná




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